22 novembro 2006

Geboren in leven te zijn




















Voor u met al mijn liefde.

Dank u voor het voelen van me als integrant deel van uw leven.

A Força do momento

A força que tive no momento
Tecendo o teu corpo a 1ª vez
Está agora no teu ventre em movimento
No Filho que a gente fez

Depois irá pouco a pouco, ficando maior, por dentro de ti
E o teu corpo que me segreda quando toco
Que o meu filho está ali

Eu fui a semente
Tu és o canteiro
Dum cravo de carne
que tem o meu cheiro

Eu fui o arado
Tu é a seara
Seara de trigo sem fim
Seara lavrada por mim

O que um homem sente
Quando a companheira
Dá flor no presente
Para vida inteira

É como se o sangue
Fosse uma fogueira
Roseira, botão de gente
Rosa da minha roseira

A vida que tece outra vida
É vida parida, é vida maior
Tens agora a palpitar a minha vida
No teu ventre meu amor

Depois o sangue dos dois
Será vida nova, será uma flor
Flor de carne a despontar da primavera
Do teu ventre meu amor

"José Carlos Ary dos Santos"

dank u aan Cees en Samanta voor deze gift

Obrigado

Rui

17 novembro 2006

PICA PICAS

















De Lisboa para Alkmar.


Para a minha amiga mais pequenina, uma promessa que não está esquecida.


Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.

Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.

A Princesa Adormecida,
Se espera,
dormindo e espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.

Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.

E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sonho ela mora,

E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.

"Fernando Pessoa"

És llllllllllllliiiiiiiiiiiiiiiidddddddddddddddaaaaaaaaaaaaa...

Com um beijo do Né

Rui

Renascer














Como é dificil renascer para a vida.

Foram apenas alguns segundos, estamos no dia 4 de setembro de 2005, uma manhã de verão linda, acordámos tarde com o toque da campainha, abri a porta e aí estava a nossa amiga M. para nos visitar, que alegria foi recebe-la, de imediato nos despachamos para sair, fomos tomar café, as conversas sucederam-se pois já não nos encontravamos fazia algum tempo, estávamos muito felizes pois tinhamos começado as férias, no dia anterior recebemos em nossa casa dois vizinhos nossos, com um fabuloso jantar de queijos receita da nossa amiga B., saimos e por um acaso do destino, acabamos a noite por volta das cinco da manhã, na discoteca onde nos tinhamos conhecido 17 anos antes e à qual nunca tinhamos voltado.
De volta ao dia 4, desta vez ja em casa eu corro para o quarto e arrumo o leito onde nossos corpos se aconchegaram pela última vez, ainda no começo a M. grita aflita, Rui vem, eu estava a apenas 5 passos, corri mas não cheguei a tempo de lhe dizer pela última vez AMO-TE .
Foram 17 anos, eu tinha 18 e agora estou a tentar nascer outra vez, pois a minha vida desmoronou em apenas aluns segundos.

Agradeço aos meus amigos e à minha familia a força que me têm dado.

Em especial a ti B.
Sei que não preciso agradecer, mas para que fique registada a minha emensa gratidão por todo o apoio e amor que me tens dado.

O meu amor por ti é incondicional, tu sabes.

Que me desculpem os bloggers por este desabafo.

Rui

06 novembro 2006

O último beijo registado...

Nunca esquecerei...!















Meu corpo

é um barco sem ter porto

tempestade no mar morto

sem ti.

Teu corpo

é apenas um deserto

quando não me encontro perto

de ti.

Teus olhos

são memórias do desejo

são as praias que eu não vejo

em ti.

Meus olhos

são as lágrimas do Tejo

onde eu fico e me revejo

sem ti.

Quem parte de tão perto nunca leva

as saudades da partida

e as amarras de quem sofre.

Quem fica é que se lembra toda a vida

das saudades de quem parte

e dos olhos de quem morre.

Não sei

se o orgulho da tristeza

nos dói mais do que a pobreza

não sei.

Mas sei

que estou para sempre presa

à ternura sem defesa

que eu dei.

Sozinha

numa casa que é só minha

espero o teu corpo que eu tinha

só meu.

Se ouvires

o chorar de uma criança

ou o grito da vingança

sou eu.

Sou eu

de cabelo solto ao vento

com olhar e pensamento

no teu.

Sou eu

na raiz do pensamento

contra ti e contra o tempo

sou eu.

Quem parte de tão perto nunca leva

as saudades da partida

e as amarras de quem sofre.

Quem fica é que se lembra toda a vida

das saudades de quem parte

e dos olhos de quem morre.

(Ary dos Santos)